Parque das Nações Indígenas, cartão postal da “Morena”

Estudos comprovam que experiências são o caminho para a felicidade douradora. Nos seus 119 hectares de área, o Parque das Nações Indígenas (PNI), permite que os seus visitantes colecionem momentos em meio a exuberância do local, seja para a pratica de atividade física, para um piquenique ou para eternizar momentos através da fotografia.

O pequeno Antônio ainda não entende o quão especial este momento representa os pais e para as avós, mas dentro de alguns anos, verá o amor estampado nas fotografias do ensaio do seu primeiro aninho de vida. A escolha do cenário foi da mãe, Natália Castro Souto, que é encantada pelo local. “A gente escolheu o Parque das Nações pela beleza, pelo verde que ele tem, o lago. Sou apaixonada no Parque das Nações, o fotógrafo até sugeriu outros lugares, mas eu quis o parque. Campo Grande tem muitos lugares lindos, mas o Parque das Nações supera todos eles, e muitos lugares que já visitei até em outros países”, revela durante o intervalo da sessão de fotos.

Morador do bairro Santa Emília, Fábio Miranda conta que sempre passava em frente ao parque, porém nunca tinha entrado. Com o sábado de folga, deixou a esposa no trabalho que fica próximo dali, e decidiu levar a filha para, juntos, contemplarem as belezas do lugar. O resultado da decisão estava estampado no rosto de Fabiane de 6 anos, que gostou do contato com os animais. “Gostei do patinho, dos peixes e até das capivaras”.

O treino funcional seguido de um café da manhã ao ar livre, aproxima os alunos e rende boas histórias. Há pouco mais de um mês, a personal training, Suelen Andrade, se mudou de Natal (RN) para Campo Grande em busca de novos desafios. “Estou conhecendo tudo agora, mas já estou curtindo muito. O fato de estar em contato com a natureza e fazendo um treino mais dinâmico, que une natureza e esporte, ajuda muito. Tudo aqui é muito bonito”, avalia a instrutora em meio ao clima descontraído com os alunos e amigos que conquistou em tão pouco tempo.   

Atenta ao voo das araras e admirada com as belezas do PNI, a francesa Janaína Feodrippe levará para Recife (onde mora atualmente) diversas lembranças registradas na câmera. Mesmo morando há algum tempo no Brasil, o sotaque está presenta na fala de frases curtas. Mesmo assim, contou que é a primeira vez que visita Mato Grosso do Sul, e que essa era a primeira parada com destino a Bonito. Sobre as impressões que esta tendo do Estado ela define: “lindo”. 

Visitar o Parque das Nações Indígenas também pode ser uma oportunidade de aprender a lançar boomerang. O artista plástico, poeta, bombeiro e ex paraquedista do exército, que se apresenta como Pablo do Boomerang, afirma ser o único a ter uma tese sobre o boomerang no Labrinp (Laboratório de Brinquedos Pedagógicos) da USP. A quem se interessar, ele dá uma aula sobre os brinquedos que produz de material reciclado e pinta com pigmento extraído da natureza. Além da parte teórica, ele também ensina crianças, adultos, e idosos a fazerem o arremesso e indica a peça ideal para cada um, pois existe diferença de peso e tamanhos.   

Além das inúmeras histórias vivenciadas pelos visitantes, é impossível não citar a exuberância do lago que reflete a paisagem e os prédios ao redor, além da riqueza da fauna que proporciona o contato direto de crianças e adultos com as espécies nativas que não se intimidam com a presença dos visitantes. 

O último levantamento do Imasul – responsável pela preservação do PNI – contabilizava uma média de 2 mil visitantes por dia durante a semana, e cerca de 6 mil aos sábados, domingos e feriados. O local que é o principal cartão postal de Campo Grande, está entre os parques mais bonitos do Brasil. Possui seis portões oficias de acesso, três localizados na Avenida Afonso Pena (Kaiowá, Guarani e Nhandeva), um na Rua Ivan Fernandes Pereira (Guató) e dois localizados na Rua Antônio Maria Coelho (Kadiwéu e Terena). O Parque das Nações Indígenas funciona todos dos dias das 6h00 às 21h30.

Fonte: PortalMS

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