CAMPO GRANDE AMANHECEU COM SENSAÇÃO TÉRMICA DE 4°C E FILAS TINHAM ATÉ 80 PESSOAS ESPERANDO O TRANSPORTE COLETIVO

A segunda-feira amanheceu com os termômetros marcando 9°C em Campo Grande, a sensação térmica era de 4°C e quem depende do transporte coletivo precisou encarar a friaca para conseguir chegar ao trabalho no horário, mas nos terminais a realidade era de filas enormes e atraso de até uma hora.

Além disso, com a quantidade de pessoas todos as manhãs nos terminais de ônibus da Capital, manter a distância exigida durante a pandemia do coronavirus (Covid-19) tem sido impossível.

“Os terminais não têm estrutura para manter as pessoas distantes em uma fila com mais de 80 Deveria ter mais ônibus, principalmente se a intenção é diminuir o contato. Já não tem álcool em gel e ainda não dá para manter a distância”, afirma o vendedor Jonas Medina, 31 anos.

Par auxiliar de limpeza Sueli do Santos, 42 anos, o problema começa com as linhas nos bairros. “Os ônibus chegam e saem lotados dos bairros. Já teve troca nos horários e com essa lotação a gente acaba chegando atrasado no trabalho”, relata.

Observação também feita pelo técnico de sistemas de segurança Idevaldo Braga, 57 anos. “Antes de chegar no terminal as linhas pegam muitas pessoas, então já chega lotado. Tem a regra de lotação e distanciamento, mas não está sendo cumprida. Deviam colocar mais ônibus se a intenção é evitar aglomeração”, destaca.

“Tem gente que nem fora do terminal consegue pegar o ônibus porque está tão cheio que passa direto, e quando chega no terminal piora”, completa.

Mas as filas não são problema só nesta segunda-feira. Segundo a costureira Valdineia Ferreira, 45 anos, o problema acontece todo dia desde a volta do transporte coletivo. “Todo dia é fila. Voltaram com poucos ônibus rodando. Eu mesmo na hora de voltar para casa preciso andar mais do que antes e pegar um ônibus até o terminal. Tem dia que espero mais de 1 hora”, afirma.

“Tem tanta gente que tem dia que chega 3 ônibus de uma vez, mas mesmo assim não é o suficiente”, ressalta a estoquista Nara Thayane, 21 anos. Ela ainda conta que precisou alterar o horário de trabalho porque com a nova rotina do transporte coletivo só chegava atrasada.

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