Empresas embarcam passageiros de forma ilegal na Capital

Viagens interestaduais estão proibidas por decreto da prefeitura desde o dia 20 de março. Mas as companhias de ônibus da Capital continuam as realizando de forma ilegal. As empresas desembarcam passageiros vindos de outros estados em postos de combustível afastados da área urbana do município, e embarcam os clientes dentro do Terminal Rodoviário de Campo Grande. 

As passagens podem ser compradas facilmente, estão disponíveis até no Guichê Virtual da Rodoviária. Os veículos não são identificados com o destino original, quando a reportagem do Correio do Estado tentou comprar uma passagem para Cuiabá, o vendedor informou que “o ônibus vai estar com destino para Sonora, aí de lá vai para Mato Grosso”.

A reportagem também apurou a informação que um ônibus vindo do Paraná desembarcaria em um posto de combustível localizado em um trecho do Anel Rodoviário, no bairro Moreninha III. Mas a empresa responsável mudou de última hora o local de desembarque.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), Luís Eduardo Costa, disse que é necessária uma discussão sobre o assunto e defendeu que o serviço seja realizado, mas de forma regrada. “Se falar ‘vamos parar a rodoviária, vamos parar o fluxo’ não vai adiantar porque não vai parar. Ai é tudo feito de forma clandestina. Nós pegamos várias empresas em flagrante, recebemos bastante denúncia”, relatou.

“Vamos precisar discutir o novo normal, porque está tendo uma contenção da doença, as medidas do prefeito tem dado resultados. Será que a regulamentação não é mais benéfico do que a proibição?”, concluiu o secretário.

As empresas apresentaram um plano de biossegurança dos ônibus que está sendo estudado pela vigilância sanitária. A fiscalização é por conta da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), da Guarda Civil Metropolitana e Vigilância Sanitária.

Fechamento da Rodoviária 

O Terminal Rodoviário de Campo Grande vai ser fechado novamente na sexta-feira (05) e assim permanecerá 5 de julho. O decreto que oficializa a medida foi publicado em edição extra do Diário Oficial da Capital (Diogrande) na terça-feira (2).

Em caso de descumprimento, as penas são rescisões da outorga onerosa e apreensão do veículo, sem contar eventuais processos judiciais e demais sanções administrativas. A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) poderá ainda expedir normas complementares.

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