Relacionamentos abusivos também ocorrem com casais homoafetivos

Sendo divulgado cada vez mais, relacionamentos abusivos entre homossexuais é um verdadeiro martírio para homens e mulheres que se veem amarrados aos seus parceiros. Assim como em relações héteros, eles ficam desencorajados e precisam de ajuda para seguir em frente.

Um rapaz desabafou no perfil do Twitter @exposedcg e relatou sobre o relacionamento abusivo que viveu. Segundo ele, o ex-namorado, agora, faz o mesmo com o atual e ainda tenta reatar, com traições, as relações com ele.

“Eu não ia expor esse lixo de ser humano. Mas, não aguento mais ver o que ele está fazendo com o namorado. Ele não é de Campo Grande, é de Dourados e sempre vem para cá. Esse menino flertava comigo, mandando nudes e tudo mais. Ele trai o namorado com vários amigos meus e está usando o atual”, disse em postagem.

O denunciante diz ainda que a vítima banca o tal rapaz com cartão de crédito, bebida, roupas e tudo mais. E que vítima aceita tudo por medo de não ser amada. Enquanto isso, o “agressor” afirma que continua o namoro com o outro por pena e ‘medo de nunca mais encontrar alguém que goste tanto dele’.

“Se todos os garotos tivessem coragem de denunciar o que o Valmir (nome fictício) faz, o namorado dele abriria o olho e estaria livre desse encosto”, conta o rapaz indignado. 

Seria mais “homem”

Em relato um vítima, que não quis se identificar, disse que passou cinco anos com o agressor. O namorado se dizia mais homem que ele, e não gostava que o parceiro usasse roupas chamativas.

“Eu sou bicha e gosto de me vestir para chamar atenção mesmo. Passo batom e, às vezes, pinto as unhas. Eu não fico montada, não me visto completamente como mulher e, na época, nem isso ele não aceitava. Ele era um homem comum aos olhos da sociedade e depois de um tempo passou a me agredir, por diversas coisas”, conta.

Ele explica que se afastou de amigos e que, por ser passivo, o namorado entendia que podia fazer o que quisesse, que seria aceitável. “Eu perdi cinco anos da minha vida. Teve uma vez que passamos o fim de ano na praia, ele simplesmente sumiu e dormiu fora. No outro dia, quando fui reclamar, levei um soco. Eu ainda fiquei por mais dois anos, sempre me sentia culpado e que não podia perder aquele homem”.

A vítima, agora mais aliviada, cita que um dia deve uma epifania, espécie de estalo, e saiu da relação de vez, sem olhar para trás. “Eu comecei a perceber que não tinha mais a minha vida. Demorou, mais a ficha caiu. Mulher sofre muito e é mais comum, mais divulgado. Mas, nós também passamos por relações abusivas e precisamos de ajuda”.

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