ALERTA: Hospital Regional está perto do colapso e para de receber pacientes sem covid-19

O objetivo é liberar, nos próximos dias, cerca de 30 leitos clínicos e 10 leitos críticos.

O cenário começa a ficar caótico em Mato Grosso do Sul. Com 98% dos leitos para pacientes de casos graves ocupados, o Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian parou de receber pacientes que não estejam com a covid-19. Eles serão transferidos para outros hospitais, a Santa Casa e o Hospital do Câncer, principalmente.

“É lamentável que tenhamos chegado a esse ponto, que ultrapassou o ponto crítico no HRMS, unidade hospitalar de referência para o tratamento do coronavírus e atua no enfrentamento da pandemia, por isso as medidas estratégicas são essenciais. Estamos na fase III do Plano de contingência do Hospital. É um alerta vermelho”, explicou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Diretora-presidente do hospital, Rosana Leite de Melo, detalhou a situação. “É alarmante esses números, eles saltaram de forma inimaginável em dois dias. Sabemos que a patogenicidade do vírus e sua infectibilidade é grande, mas saltar de 80 para 98% de ocupação dos leitos críticos em menos de 24 horas é algo que nos assusta muito”.

“Vamos tomar medidas emergenciais aqui no hospital para conter esse avanço, mas sem que a população se conscientize que somente eles podem parar avanço exponencial do vírus, fica impossível fazer algo. Vai faltar leitos, respiradores, medicamento e infelizmente vidas vão se perder”, enfatiza Rosana.

O objetivo é liberar, nos próximos dias, cerca de 30 leitos clínicos e 10 leitos críticos. Além disso, a Secretaria vai implantar 10 leitos doados pela JBS. Se as coisas não melhorarem, será acionada a segunda tenda do Hospital de Campanha para colocar os pacientes covid de sintomas leves.

 “Vimos nesse período de 4 meses uma mudança comportamental do vírus, que fez nosso escalonamento de acionamento dos níveis, bem como as taxas de ocupação, fossem alterados para que pudéssemos acompanhar essa evolução. Foi assim que resolvemos acionar o Hospital de campanha antecipadamente, e tivemos um resultado significativo. Agora, novamente, vamos mudar a estratégia para acompanhar esse aumento súbito de casos registrados dentro do Hospital Regional. O pior da doença está por vir”, afirmou a diretora-presidente do HRMS.

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