Cansados de viver em meio a lixão, moradores denunciam abandono.

Área fica nos fundos de uma creche e já abrigou uma favela, mas há três anos, o que se vê são montanhas de entulhos.

Vivendo em meio a verdadeiro lixão, moradores do Bairro Jardim das Hortênsias denunciam abandono em terreno que fica entre as ruas ruas Primo, Dunberja e Gerbera. A área que fica nos fundos de uma creche já  abrigou uma favela, mas há três anos, o que se vê são montanhas de sacos plásticos, restos de construção, móveis velhos e muito descaso.

Há 5 anos no bairro, a cozinheira Rute dos Santos já perdeu as contas de quantas vezes precisou sair de casa para apagar incêndio que consumia os entulhos despejados no terreno. “O povo coloca fogo e a gente tem que sair apagando o fogo. Quando começa já vai todo mundo logo pegando balde”, conta.

No local, nossa equipe de reportagem flagrou o desrespeito de quem parece ter adotado a área como ponto de descarte. Despreocupados, dois moradores não se importaram com quem passava, pararam o carro e descarregaram diversos entulhos que carregavam no automóvel.

“Todo santo dia é assim. Vem caminhão, carroça, tudo de ruim jogam aqui. Antes a gente brigava para não jogarem, mas não adiantou e desistimos de brigar ”, desabafa Maria Teófilo Silva, de 71 anos, e que há 16 mora no Hortência.

Cansada de tentar apelar para a consciência dos moradores, a aposentada afirma que tem até saudade do tempo em que a comunidade estava na área. “Quando tinha a favela era melhor que isso. Porque agora todo dia tem rato aqui. A gente lava roupa e a fumaceira deixa cheiro em tudo. É triste”, afirma.

Até sofá velho foi deixado no local.
Em uma volta pela área que tanto causa dor de cabeça entre os vizinhos, é possível ver de tudo. Encontramos diversos galhos de árvores, roupas, sofá e televisões velhas e até para-choque de carro. “Queríamos que limpassem e fizesse alguma coisa boa para nós que moramos aqui. Uma praça, por exemplo, porque sinceramente, ninguém merece viver assim”, finaliza dona  Maria Teófilo.

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