Nos bairros, comerciantes evitam circulação com grades e dão máscaras para barrar coronavírus

Com medo da transmissão do coronavírus e da fiscalização, comerciantes nos bairros têm reforçado as medidas de prevenção em Campo Grande e os esforços vão além do simples álcool em gel no balcão. No bairro Aero Rancho, comerciantes disponibilizam máscaras descartáveis nas entradas das lojas e utilizam até grades, para evitar clientes dentro do estabelecimento. 

Márcia Cardoso, de 46 anos, é dona de uma loja de material de construção no Aero Rancho e conta que deixa uma caixa com máscaras descartáveis logo na entrada da loja, para atender aos clientes que ainda teimam em sair de casa sem a proteção. 

“A gente fica com receio de levar uma multa, caso a pessoa entre sem máscara e a fiscalização veja. Deixamos uma caixa com máscaras na entrada e também o álcool em gel no balcão de atendimento”, conta.

Dono de uma loja de roupas no Aero Rancho, Edilson da Silva, de 62 anos, conta era alfaiate, mas como a profissão foi praticamente extinta, decidiu vender roupas usadas, materiais de costura e panos de prato. Ele também faz máscaras para vender e diz que vende por apenas R$ 3 para incentivar que a população no bairro use como prevenção ao coronavírus. Como o estabelecimento é alugado, ele explica que a maior parte do seu lucro vem da venda das máscaras.

Dono de outra loja de roupas no bairro, Dirceu Lopes, de 54 anos, também vende máscaras a preço de custo como uma forma de incentivar quem muitas vezes não tem muitas condições para comprar uma. Ele conta que deixa as máscaras à disposição logo na entrada da loja, para que as pessoas não entrem no estabelecimento desprotegidas. 

Também como medida de prevenção ao coronavírus, ele fechou o provador. Porém, permite que os clientes levem as roupas para provar em casa. Ele explica que muitas pessoas no bairro ainda não têm consciência do perigo do coronavírus. “Vejo muita gente andando na rua sem máscara. Acho que eles deixam no bolso, só colocam no rosto para entrar nas lojas. Ainda não entenderam que é pra usar o tempo todo”, diz Dirceu.

Antônio Carlos Nunes Júnior, de 35 anos, é dono de uma loja de utilidades e brinquedos e explica que já utilizava uma grade na loja antes mesmo da pandemia. “Agora estou usando mais por segurança, para as pessoas não entrarem. Tem muitos casos que atendo só pela grade mesmo, mas se o cliente precisa ver algo no fundo da loja, só deixo entrar um por vez”, ressalta.

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