Aline Izzidoro vende balas nas ruas de Campo Grande

Que as consequências da pandemia da coronavírus no Brasil deixaram muita gente sem fonte de renda não é novidade para ninguém, mas a forma como algumas pessoas lidaram com elas servem de inspiração. A criatividade e o bom humor foram a saída usada por Aline Izzidoro para não ficar desamparada financeiramente durante a quarentena. Comissária de bordo, a campo-grandense precisou se transformar em super-heroína para conseguir levantar renda.

Quem passa, a partir das 18h, pela Avenida Duque de Caxias pode ser surpreendido com a “Lady Dead Pool”. Quando o sol se põe, Aline veste a fantasia, pega sua caixa de doces e segue rumo ao semáforo. Vender doces de carro em carro, vestida de cosplayer, foi a forma que a comissária arranjou para juntar dinheiro, concluir a reforma da casa e se manter com a filha. O personagem caiu bem em período de pandemia: a fantasia conta com máscara, luva e todos os apetrechos necessários para deixar adultos e crianças encantados.

“Em setembro comecei a atuar na minha profissão e tive que parar com minhas atividades aéreas por conta da coronavírus. Comecei a pensar em como ter dinheiro. Ir para o semáforo também é uma maneira de eu mostrar o cosplayer, eu levar minha alegria naquele cantinho e poder, de alguma forma, ter retorno financeiro.”

Todos os dias, até às 23h, Aline se transforma na Lady Dead Pool. A personagem, estritamente cativante, virou a fonte de renda principal da família, mas ela deixa claro que o objetivo não é somente vender os doces. Sem timidez, a cosplayer diz que a fantasia incomoda um pouco, porém o empreendedorismo e amor pela “anti-heroína” falaram mais alto.

“Eu tiro foto com as crianças, faço brincadeiras e levo a magia do cosplay para todo mundo.”

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