Marquinhos diz que não vai repetir medida, mas estuda as próximas ações com a equipe técnica da prefeitura

Em tom de desânimo, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) revelou que o minilockdown quase não surtiu efeito em Campo Grande e descartou repetir a medida, que tem previsão de acabar na próxima sexta-feira, 31 de julho.

“Infelizmente não obtivemos os resultados que a gente desejava. Não porque o isolamento não tem resultado, as pessoas até se intimidaram para não se aglomerar nas ruas, mas tivemos números absurdos de festas em casa”, disse.

O prefeito ainda comparou o número de denúncias de festas clandestinas: 1.313 nos dois primeiros fins de semana do mês, contra 1.529 durante o minilockdown, o equivalente a um aumento de 16,4%,

“Resultado: todos nós estamos, infelizmente, amargurando. A situação da Santa Casa, que é o polo de atendimento da cidade, de acidentes e violências entre as pessoas, também ficou sobrecarregada”, continua.

Segundo ele, foram 470 atendimentos de pacientes não covid-19 nos dois primeiros fins de semana, contra 410 no minilockdown. A maioria é de casos de acidente de trânsito, sendo que 78,3% das pessoas que deram entrada neste período estavam alcoolizadas. Ainda, 58,3% eram acidentes com motocicleta.

“Uma coisa está ficando bem clara, não adianta fazer lockdown e a gente não vai mais fazer. Além de prejudicar o comerciante porque a gente tenta ajudar, a gente fala ‘vou sacrificar o comerciante para ajudar a população’, aí o comerciante dá sua contribuição e o povo não está cumprindo”, complementa Marquinhos.

O prefeito destacou que recebeu sugestões para implantar a Lei Seca nos fins de semana ou proibir a comercialização de bebidas alcoólicas geladas, além de toque de recolher mais extenso. No entanto, as medidas provavelmente não devem vigorar. “Daqui a pouco o toque de recolher vai ser o dia todo”, ironizou.

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