LIPOASPIRAÇÃO: É A SOLUÇÃO?

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica estima que em 2018 foram realizadas 1,7 milhões de cirurgias plásticas, 60% delas para fins estéticos, mulheres de 36 a 50 anos representam 36,3% do público que se submete aos procedimentos.

Tem aumentado a cada dia o público que opta pela lipoaspiração, procedimento que realiza a sucção das células de gordura subcutânea, o que muitas pessoas desconhecem são os tipos de gorduras que armazenamos em nosso corpo e como elas afetam em nossa saúde.

Quando falamos em lipoaspiração, estamos falando da sucção da gordura localizada sob a pele, com maior percepção estética, a conhecida gordurinha do “culote”.

Por outro lado, desconsideramos e muitas vezes sequer conhecemos nosso percentual de gordura visceral, uma gordura armazenada em uma camada mais profunda do abdômen, que envolve nossos órgãos, aumentando os riscos de doenças cardiovasculares.

Ambas as gorduras sofrem interferência dos hormônios, dos hábitos alimentares e da prática de atividade física, fatores estes que são cruciais para a manutenção do resultado do procedimento estético.

Uma pesquisa realizada na USP com mulheres com idade entre 20 e 35 anos demonstrou que a remoção abrupta da gordura gera um efeito compensatório, no entanto, é feita a compensação da gordura visceral, ainda que o procedimento faça a sucção da gordura subcutânea.

Quando isso acontece, esteticamente, há uma redução de medidas, mas não um emagrecimento efetivo, visto que em não havendo a prática de atividade física há a compensação em forma de acúmulo de gordura visceral, trazendo inúmeros malefícios para a saúde!

Então, seja franca consigo mesma, e decida de forma consciente: o procedimento estético realizado com segurança e responsabilidade pode auxiliar no resultado que você busca, mas ele não é a solução, esta, é a mudança de hábitos!

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