Pulverização nas eleições para vereadores deve frustrar partidos

A pulverização de candidaturas na disputa pelas 29 cadeiras da Câmara Municipal de Campo Grande deverá ser um dos maiores empecilhos para que os 22 partidos, na batalha eleitoral deste ano, possam fazer bancadas fortes. 

A opinião é de lideranças de algumas dessas legendas, que admitem as dificuldades e não veem mudança no quadro, pois faltam apenas cinco dias para o eleitorado escolher o prefeito e seus vereadores.

Dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registram um total de 783 candidatos a vereador, número este inferior ao início da campanha eleitoral, no fim do mês de setembro, que chegou a 803. 

Alguns dos postulantes decidiram sair da disputa por uma série de fatores.

Os que permaneceram tiveram 45 dias para tentar convencer o eleitoral e o prazo termina no dia 15. 

“As nossas pesquisas para o consumo interno já nos permite ter um panorama dos nomes com maiores chances de serem eleitos, inclusive com relação aos nossos adversários’’, explicou uma das lideranças partidárias.

Com base nessas pesquisas internas, as legendas intensificaram as campanhas nos bairros de Campo Grande, concentrando esforços nas regiões onde os candidatos aparecem com índices baixos. 

Reverter a situação é muito difícil, como reconhecem essas lideranças, mas ressaltam que não é “impossível”. 

Ainda na avaliação de quem está debruçado sobre os números, do total de partidos que disputa as eleições, possivelmente oito não deverão eleger nenhum candidato a vereador.

Os maiores partidos e com estrutura ampla geralmente são tidos como aqueles que farão maior número de vereadores. 

Nessas eleições, isso pode até não contrariar a lógica, mas partidos menores devem surpreender, segundo outro líder partidário. Ele explicou também que algumas legendas fortes de outrora podem chegar no fim da apuração dos votos com aquilo que e chamado de “bancada do eu sozinho”. Ele reforça que essas pesquisas internas nada mais são do que “os números frios da realidade”.

“Puxador” é importante. 

Segundo esse integrante da cúpula do partido, essas eleições têm um fator muito importante e que está contribuindo para que haja esse panorama diferenciado: a proibição de coligação na proporcional fez com que fossem lançadas chapas puras de candidatos a vereador – a permissão será somente na majoritária.

Ocorre que algumas legendas se coligaram com candidatos a prefeitos de outros partidos. 

O problema é que muitos deles estão com índices pífios na preferência popular. “Isso atinge também os candidatos a vereadores da chapa da legenda ou das chapas coligadas a ela”, afirma uma das fontes. Ainda em sua análise, as legendas não deverão repetir as atuais bancadas.

 

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