‘Por falta de UTIs não morrerá gente em Campo Grande’, diz Marquinhos sobre pandemia

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) rebateu nota do governo do Estado contra decisão do município de não adotar as medidas estabelecidas em decreto, durante participação em programa de televisão local.

“Não vai morrer nenhum campo-grandense longe de leito UTI na cidade, estamos monitorando pessoalmente e a sociedade tem ajduado”, declarou, completando que “não tomamos nenhuma medida sem responsabilidade”.

Após Campo Grande publicar o decreto permitindo a abertura do comércio, na tarde de segunda-feira (14), o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, emitiu nota oficial criticando a postura do prefeito. “O que eu mais espero, porém, é que essa medida não resulte em mais mortes por Covid em nossa capital”, declarou.

Então, Trad disse que assume a responsabilidade do decreto. “Se quiserem jogar a responsabilidade nas minhas costas, não fujo de nada. Deus está comigo e Deus não desampara os justos e estou sendo justo”, concluiu.

Queda de braço

Na quinta-feira (10), o governo do estado publicou decreto alterando a classificação de risco para covid nos municípios do Estado, colocando Campo Grande da bandeira vermelha para a cinza até o dia 24 de junho. Diferente das recomendações anteriores da SES, a medida foi publicada com caráter obrigatório, devendo os municípios seguirem as recomendações.

Após isso, Marquinhos chegou a pedir ao governo do Estado que retardasse o início do cumprimento das restrições para após o dia 12, para o comércio não ser prejudicado no Dia dos Namorados. O pedido foi acatado e o decreto começou a valer no domingo (13).

Entretanto, após pedido de associações do comércio, Campo Grande publicou na tarde de segunda-feira uma edição extra do Diário Oficial recolocando, por conta própria, a Capital na bandeira vermelha, o que na prática, faria com que o comércio voltasse a funcionar como antes.

Após a decisão, o procurador  municipal, Alexandre Ávalo, declarou que a culpa da alta da covid não é do comércio. ““O que motivou a mudança foi o entendimento de que o comércio não é o responsável pelas contaminações. Em geral, as atividades econômicas são solidárias e obedientes. O que prejudica são festas, bares e restaurantes que não cumprem as medidas, uma minoria”, disse.

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