Relatório apresenta alguns dados que podem orientar as discussões, quanto à reabertura das escolas na Capital de MS

A atual situação pandêmica põe em pauta duas discussões discrepantes: de um lado, a corrida para a proteção da vida e de outro, a necessidade de movimentação social para as atividades sociais e econômicas. Em cenário recente, com a aprovação da vacina em nível mundial, especula-se o retorno à normalidade visto os impactos socioeconômicos da pandemia em diversos setores que sofreram com as medidas restritivas e o isolamento social. Neste contexto, diversos países discutem a promoção dessa normalidade não apenas para o público adulto, mas também para as crianças e adolescentes em idade escolar, Diversas experiências realizadas por diferentes países mostram, no entanto, que é necessário considerar o papel chave de contextos regionais e a necessidade de diversas políticas públicas complementares para o efetivo controle da pandemia.

Se torna imprescindível para o processo decisório de retorno à normalidade investigar as variáveis que podem impactar na capacidade pública de lidar com uma possível nova onda de casos de Covid-19. Sobre isso, nesse relatório, são apresentados alguns dados que podem orientar a discussão sobre a tomada de decisão para a reabertura das escolas em Campo Grande-MS. Os resultados evidenciam que não é plausível afirmar que as escolas não representam risco significativo de contágio, e que decisões de reabertura devem se tomadas, ser acompanhadas de diversas outras medidas e protocolos adequados para retornar o retorno às aulas presenciais seguro e responsável. Sugere-se também que, visto a desigualdade relacionada à infraestrutura das escolas na esfera pública (municipal, estadual e federal), se faz necessário que toda e qualquer decisão acerca do relaxamento das regras de isolamento e distanciamento social deve também analisar o contexto social da comunidade impactada.

Visto esses resultados, recomenda-se maior cautela no relaxamento das restrições de isolamento e distanciamento social.

Ressalta-se que as escolas devem ser prioridades em decisões de reabertura e reconhecemos sua essencialidade no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, contudo, o processo decisório deve-se considerar a necessidade de critérios objetivos e científicos para a abertura, analisando os contextos epidemiológicos e sociais da comunidade a ser impactada.

Instituto Tekoá

Instituição sem fins lucrativos, que busca a melhoria na educação básica através da educação cientifica de crianças e adolescentes.

Em recente atividade, foi feito um estudo avaliando os principais aspectos da situação pandêmica em Campo Grande e todo o Estado de MS e diante do levantamento, foi feito um relacionamento quanto à reabertura das escolas. O estudo gerou o relatório abaixo e o mesmo foi publicado pelo Instituto Tekoá.

TEKOÁ

Uma entidade genuinamente sul-mato-grossense, com raízes guaranis e fronteiriças, O nome é de origem indígena e significa aldeias que não possuem separações entre espaços e os seus ambientes e fundem e confundem, proporcionando um ambiente comunitário e livre, uma troca de conhecimento rica, que resulta em rápido e contínuo.

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